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A expansão dos vikings: a história e o legado das conquistas dos vikings através de negociações e invasões

Posted By: TiranaDok
A expansão dos vikings: a história e o legado das conquistas dos vikings através de negociações e invasões

A expansão dos vikings: a história e o legado das conquistas dos vikings através de negociações e invasões (Portuguese Edition) by Charles River Editors
Portuguese | June 26, 2020 | ISBN: N/A | ASIN: B08BY3F7L6 | 85 pages | EPUB | 1.50 Mb

Ao longo dos sйculos, o Ocidente tem-se deixado maravilhar pelos Vikings, uma das mais misteriosas e interessantes civilizaзхes europeias. Alйm de a sua cultura ser encarada como consideravelmente singular no вmbito europeu, os factos conhecidos e os factos desconhecidos acerca das faзanhas dos Vikings permeiam a narrativa histуrica de uma aura de fascнnio. Seriam ferozes e temнveis guerreiros? Terгo sido os primeiros Europeus a pisarem a Amйrica do Norte? Segundo parece, alguns dos relatos sгo factuais, embora outros sejam apenas lendбrios.

O termo Viking, frequentemente utilizado para designar os povos invasores e mercantis oriundos da Escandinбvia, poderб provir de “Viken” (nome histуrico da regiгo em torno do Fiorde de Oslo), ou talvez derive do Nуrdico Antigo, nomeadamente das palavras “vikingr” (guerreiro do mar) ou “viking” (expediзгo marнtima). А йpoca, os habitantes do Norte eram conhecidos como Nуrdicos ou Dinamarqueses na Europa ocidental; como Dinamarqueses ou Pagгos em Inglaterra; e, na Irlanda, como “Finngaill” se provenientes da Noruega, ou como “Dubgaill” se provenientes da Dinamarca. A oriente, na Rъssia e no Impйrio Bizantino, os Escandinavos denominavam-se “Vaeringar” ou “Varyags” (Varangianos) ou “Rus'”, derivando provavelmente este ъltimo termo do nome “Roslagen”, correspondente аs бreas costeiras da provнncia da Uplвndia, na Suйcia.

Tal como sucede com inъmeras civilizaзхes de milйnios idos, a cultura popular recorda os Vikings mais pelas narrativas fantбsticas do seu passado do que propriamente pelos factos. Os registos escritos da histуria do perнodo viking, compostos sobretudo pelas sagas nуrdicas, por poemas escritos por skбlds e por crуnicas monбsticas, foram criados bem depois dos eventos descritos e costumavam ser descriзхes expressivas e hiperbуlicas. Alйm disso, as referкncias mais incisivas a respeito dos raides vikings estгo incluнdas nas narrativas das comunidades monбsticas, frequentemente vergastadas pela rapacidade dos Nуrdicos. Estas crуnicas aludem aos saques de tesouros monбsticos perpetrados pelos Vikings e а ferocidade com que torturavam e chacinavam monges cristгos. A vividez e a sanguinolкncia das narrativas fundavam-se por certo na realidade, porйm eram propositadamente inflamadas para efeitos dramбticos. Semelhantemente, as sagas nуrdicas elaboradas apуs a Era Viking documentaram o que, atй entгo, fora unicamente uma flexнvel tradiзгo oral. Eram frequentemente enviesadas para efeitos de legitimaзгo da autoridade de um lнder ou clг, enfatizando a bravura e as habilidades de rapina evidenciadas por antepassados.

Como resultado, a quase universal descriзгo dos Vikings como gigantes peludos, embrutecidos, e munidos de capacetes com chifres, que impunemente pilhavam as povoaзхes da Europa Setentrional, й baseada numa mirнade de relatos histуricos preconceituosos, elaborados por aqueles que experimentavam em primeira mгo os efeitos dos seus saques e incursхes; e a conceзгo popular dos Vikings deve bastante а imaginaзгo romantizada de artistas e escritores. Por exemplo, nгo existe evidкncia histуrica ou arqueolуgica que corrobore que o comum Nуrdico, ruivo e sardento, se digladiasse usando um capacete de metal ornado de cornos. Este utensнlio foi idealizado por Johan August Malmstrцm (1829-1901), pintor e ilustrador sueco, e o seu trabalho disseminou-se de tal modo em livros populares, que a imagem se celebrizou. Hoje, o imaginбrio elmo viking й um acessуrio praticamente obrigatуrio em produзхes de Der Ring des Nibelungen , de Wagner, um ciclo de уperas que nгo й, de todo, acerca dos Vikings. O elmo chifrudo serб uma reinterpretaзгo efabulada com base em genuнnas imagens de um capacete alado que poderб ter sido usado por sacerdotes em cerimуnias religiosas dos Vikings.